Parati - Vitória

Olá,

Saudações da família Planckton!

Estamos em Vitória! Passamos maio, junho e julho bastante ocupados com a preparação do barco. Uma trabalheira que parecia não ter fim!

O barco parecia que nunca mais voltaria a ser organizado, ferramentas, peças e equipamentos misturados com fraldas, medicamentos e papel higiênico! Abastecemos o barco para seis meses, compramos peças de reposição para o motor e até um hélice reserva. Fizemos velas de tempestade com o Jorge da Performance sail, instalamos o piloto automático novo e uma nova tomada para o 110V a prova d'água. O barco está chique!


O Igor que é muito organizado se incomodou um pouco... e a toda hora ouvíamos ele dizer "-- Arrumar mãe? ". O auge foi quando subimos o motor para revisão, e para isso tiramos a escada e o "sofá" de colchonetes que é o cantinho preferido dele... Mas também ouvimos muito ele dizer "-- Ajuda qué?". Ele é realmente companheirão!

E assim foi, com muita ajuda, da nossa família (sem eles teríamos ficado loucos antes de partir!), do pessoal da Marina do Engenho, Sylvestre da Internacional que está nos patrocinando, Uriel que fez a revisão do motor, Ari do Hozhoni, Ulisses do Maloi, Walter do Trindade que carregou muitas coisas nossas entre Parati e São Paulo, enfim, nem dá para colocar aqui todos que nos apoiaram!


Partimos numa segunda feira chuvosa em direção ao Sítio Forte na Ilha Grande. O Igor (e todos nós) queria muito tomar um banho de mar. Chegamos tarde e no dia seguinte fomos para enseada de Palmas, sonhando com Lopes Mendes, mas a chuvinha fina e o frio não deram trégua e passamos pela Ilha Grande sem o tão sonhado banho de mar.

A subida foi bastante tranquila, pegamos o finalzinho da frente fria. Apesar de ouvirmos desde a saída até a chegada em Guarapari chamada geral com aviso de ressaca, a ressaca não nos pegou. Velejamos 12horas, batendo 8 nós de velocidade com ventos de 20 nós nas rajadas. A tripula ajudou bastante e ninguém enjoou. Fomos acompanhados ao longe por baleias e os golfinhos nos visitaram todas as noites.

A chegada em Guarapari, para o tão esperado banho de mar, foi emocionante. Já sabíamos que o filtro racor iria entupir em algum momento, devido ao balanço, depois de tanto tempo nas águas calmas de Parati. Esperávamos que isto acontecesse na altura do São Tomé, onde o mar bate mais. Mas aconteceu na aproximação.

Escolhemos a praia do meio, um lugar bastante abrigado, mas com a entrada bem apertadinha. O motor começou a falhar... E agora, escolher outro lugar, ancorar e trocar o filtro? Melhor acelerar para o motor não falhar e entrar! A Cecília no leme via a praia chegando e o barco acelerado, o coração acelerou também, mas, até que tranquilamente, jogamos ferro a três metros de profundidade e quando baixou a rotação o motor não desligou.

Almoçamos e descemos para conhecer a área, e o Igor teve a tão esperada praia para brincar!Almoçamos e descemos para conhecer a área, e o Igor teve a tão esperada praia para brincar!



No dia seguinte nosso tripulante artista plástico, grafiteiro, cozinheiro e biker reporter foi até o bairro do Perocão, que o Angelo já havia explorado, fez uma pintura da fachada de um bar e conseguiu permissão para grafitar uma bicicletaria local. Voltaram para o almoço. Ccombinamos voltarmos todos ao Perocão. Claro que acabamos saindo um pouco tarde, mas o Angelo já havia estudado nossa aproximação quando foi até lá por terra. Saímos com vento contra e tentamos adivinhar qual o canal correto para entramos no rio. Encalhamos. Como a sorte sempre nos sorri, quando estavamos na barra do rio veio saindo um barco de pesca local e pudemos acompanhar todo o seu trajeto e marcar bem nosso caminho de entrada. O Igor acompanhou o seu primeiro grafite prestando muita atenção e depois tomamos uma rodada de chopp e uma porção em troca da pintura do bar. Mas gostamos mesmo foi da vendinha do seu Elias, dou outro lado da rua, onde a cerveja era de garrafa e mais barata, e a simpatia e atendimento cativantes.

Como esperávamos, a paradinha em Guarapari deu chance para o nordestão entrar com toda força, e nos rendeu o pior trecho da viagem até agora. Vento na cara e um marzinho razoável. Saímos muito cedo e o Igor não conseguiu comer e enjoou... Por sorte logo conseguiu dormir.

Ao chegar no Iate Clube do Espírito Santo fomos muito bem recebidos pelos marinheiros, funcionários e sócios do clube. A vaga que eles emprestam aos visitantes não é das melhores, principalmente com vento NE e foi uma manobra complicada a atracação. Mas queríamos abastecer de água e lavar o barco, que nesta última perna tinha ficado bem salgado. Estava rolando uma regata da SOAMAR (Sociedade Amigos da Marinha) e havia uma banda tocando na hora de nossa chegada, o que foi recebido por nós como um sinal de boas vindas e bom agouro!

É isso aí, e agora estamos aqui, curtindo o parquinho e a piscina do clube, lavando roupas e reabastecendo o barco com alimentos frescos e água, enquanto esperamos mais dois tripulantes.

Próximo: Vitória - Abrolhos - Santo André
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